OLHA PARA MIM



    Filho meu...
    Por que choras?...
    Diz-me de uma vez por todas da razão destas lágrimas que te queimam os olhos e te fazem evitar os meus, qual se fosse eu o culpado de tua dor!
    Por que sofres?...
    Conta-me em definitivo o que te impede de amar, sorrir e ser feliz e que te leva para longe de meus cuidados, qual se fosse eu o carrasco de tuas chagas!...
    Por que te desesperas?...
    Abre o coração e desabafa comigo o sofrimento que destrói a confiança no amor que te devoto, e te faz afastar-se de minhas mãos qual se fosse eu o vento gélido das tuas decepções!...
    Por que te enraiveces?...
    Confessa-me o que te incomoda tanto e te martirizando sem trégua, faz com me tomes a conta de déspota insensível a promover todas as tuas frustrações!...
    Por que olhas para mim apenas quando a brisa da paz envolve teu coração?
    Olha para mim agora, meu filho, e aceita meu braço seguro nesta hora em que não há paz e nem alegria ao teu redor...
    Olha para mim e veja em meus olhos um outro consolo que não aquele que persegues, mas sim o verdadeiro, aquele que nasce da renúncia e da resignação perante o que não pode e não deve ser modificado...
    Olha para mim e compreenda que teu sofrimento existirá apenas até quando durar tua rebeldia e tua inconformação às leis divinas que muitas vezes negam para proteger e retiram para ajudar...
    Olha para mim e veja em minhas mãos as marcas de meu imenso amor a estender-se por sobre os homens qual divino alento, e não te desesperes e nem te lastimes mais pelo teu destino; ame apenas, mas ame verdadeiramente!...
    Em minhas palavras encontrarás consolo, em meus atos o exemplo vivo, em meu coração o abrigo seguro às tormentas que te alucinam o entendimento, hoje, qual chama que reavivas todos os dias com teus brados incontidos a te afastar cada vez mais da felicidade que tanto necessitas e mereces...
    Olha para mim e compreenda que nem a dor, nem o pranto e nem a revolta te trarão socorro e paz, alívio e reparação.
    Não te faças tão pequeno!... Tu és meu filho, herdeiro de minha divindade!...
    Apenas tu podes mudar teu caminho e fazer de teus dias outra vez luz e crescimento...
    Apenas tu podes mudar o que te aflige, o que te retém na dor...
    Eu quero ajudar-te mas é imprescindível que olhes para mim e vejas em meus olhos a verdade que liberta...
    Eu desejo o teu bem e a tua felicidade, mas deves aprender de mim a renunciar e a perdoar, para ter e cativar...
    Eu quero ver-te amado e venturoso, mas se não sabes amar sem egoísmo, se não sabes compreender para desculpar, como posso ajudar-te? Como posso mostrar-te o caminho certo se turvas teu entendimento entre a mágoa e a exasperação a cada nova dificuldade ou provação?
    Olha para mim, e não hesites mais... Aceita-me em tua vida para que renoves atitudes e pensamentos na busca de um novo e jubiloso amanhã.
    Quero ver-te feliz porque tua destinação é a felicidade suprema.
    Antes porém olha para mim e compreenda-me... para que eu te cure!
    Assim seja!


(Psicografada em reunião do Instituto André Luiz, em 29.01.2003)
 

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