Ciência e Espiritismo

 

Regressão e Progressão de Memória
Regressão de Memória ou Terapia de vidas Passadas
Progressão de Memória
Suscetibilidade   "A Memória e o Tempo"   (Hermínio C. Miranda)

 

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Regressão e Progressão de Memória:

    Como sabemos através de várias fontes, inclusive nas obras básicas, e também através das obras de Divaldo Franco que o perispírito é a fonte da memória, repositório de todas as sensações que o espírito humano viveu e vive, tudo fica arquivado nele, se a sensação é forte fica no consciente, e se for muito fraca fica registrada no subconsciente.

    Podemos assim chegarmos a conclusão de que nada do que nos acontece, passa desapercebido dessa fantástica máquina de arquivar, tudo fica ali registrado. Esse maravilhoso banco de dados está a nossa disposição para acessarmos tudo o que já vivenciamos, nesta e em outras vidas, desde que estejamos capacitados a faze-lo.


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Regressão de Memória

ou

Terapia de vidas Passadas

    A regressão de memória ocorre, na maioria das vezes, através da hipnose assistida, ou seja, quando somos hipnotizados por um profissional competente com a única finalidade de tratarmos nossos problemas de cunho psicológico.
    Dessa forma com domínio total de nosso consciente e inconsciente podemos acessar nosso maravilhoso banco de dados que está registrado no nosso perispírito.
    Dessa forma o hipnotizador pode ascessar acontecimentos que não lembramos, quando conscientes, e até os acontecimentos de outras encarnações, detalhes de onde vivemos, o que fizemos, quem éramos, e ainda, detalhes de que passamos durante o tempo de erraticidade (entre uma encarnação e outra).

    Existem casos raros de pessoas que conseguem lembrar de outras encarnações no estado de vigília, sem a necessidade de serem hipnotizados.
    Devemos nos basear nas informações transmitidas pelo Espírito de Verdade a Kardec que nos diz que tudo tem sua utilidade, e que cada um tem o que merece e necessita
    Então essas pessoas tem essa percepção por motivos de prova, merecimento ou expiação.

    Deve ficar muito claro a todos que a regressão de memória não pode ser encarada como algo curioso e fantástico que todos devem experimentar, não, a regressão só pode e deve ser feita assistidas por médicos capacitados e sobre restrita recomendação terapeutica, lembremos que a regressão é um tratamento sério remédio restrito a poucos casos de tratamento psicológico e não serve para satisfação de nossa curiosidade.


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Progressão de Memória

    Existem alguns casos relatados por alguns cientistas de progressão de memória, esses casos, na sua grande maioria, foram regressões mal sucedidas, ou seja, tentou-se regressar no tempo e o que ocorreu foi uma progressão no tempo.

    Como tudo que é relativo ao Espaço Tempo existe uma explicação matemática para tal fenómeno, podemos relacionar com os esclarecimentos dados pelos espíritos que afirmam que quando um espírito se torna puro ele não tem mais nenhuma barreira de forma material ou temporal, ou seja, não existe nenhuma barreira entre ele e o conhecimento nem mesmo o TEMPO...... 
    Talvez isso explica, de forma simplista, a progressão de memória, afinal , o presente é decorrência do que escolhemos no nosso passado e o futuro será a colheita das escolhas feitas no presente em decorrência do passado.

Mais algumas informações:

Trecho da entrevista com Richard Simonetti na página :
 http://www.geae.org/pt/entrevistas/richard.html

    31 - O problema da regressão e progressão de memória é brilhantemente estudado por Hermínio C. Miranda em seus livros. Como você explica os estudos de progressão feitos recentemente por cientistas americanos e suas conclusões estranhas?  

    Não estou suficientemente informado sobre o assunto.
    Sei apenas que o fenómeno é escorregadio e merece reservas, porquanto pode ocorrer que o paciente fantasie inconscientemente situações envolvendo o passado e, particularmente, o futuro. 
 

    Trecho da entrevista com Hermínio C. Miranda na página :
     http://www.geae.org/pt/entrevistas/herminio.html

    b) Como explicar o caso de "regressão" em que na verdade a pessoa é levada ao futuro e não ao passado? Isso não seria uma contradição a ideia de que a regressão comprova a reencarnação? 

    Insisto em que você leia A Memória e o Tempo, onde encontrará, com minúcias que seria impraticável reproduzir aqui, o que se pode pensar do assunto.
    A "ida" ao futuro é uma realidade insofismável, por mais que o fenómeno nos deixe perplexos.
    O coronel Albert de Rochas, em seu livro Les Vies Successives, chama tais incursões ao futuro de progressões, em vez de regressões.
    Este livro está para ser publicado, em tradução brasileira, pela Lachâtre. 

    Confesso não haver entendido a razão de sua dúvida.
    A regressão é uma ida ao passado, onde o regredido encontra e revive (ou se recorda de) episódios de uma ou mais existências vividas anteriormente.
    A progressão é uma ida ao futuro, onde ele ou ela poderá experimentar vivências que, para as nossas limitações de tempo e espaço, ainda não aconteceram. Jenny Cokell, ainda há pouco citada, experimentou um fenómeno espontâneo de progressão, ao ver-se numa existência futura, como uma menina nepalesa.
    A escritora britânica Joan Grant teve uma visão dessas, ao contemplar não apenas suas existências anteriores, como uma série de vidas futuras. Isso está narrado em seu livro Far Memory.
    Não sei explicar esse mecanismo de atemporalidade. Chet Snow, em Mass Dreams of the Future, escreveu um capítulo inteiro para discutir a complexa temática do tempo, mas sua dissertação está fora do alcance da minha ignorância matemática.
    O caso é que, explicados ou não, os fenómenos de regressão e progressão constituem uma realidade desafiadora que aí está para ser estudada e decifrada.
    Seja como for, a progressão de memória, longe de enfraquecer a evidência da reencarnação robustece-a ainda mais.  

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Suscetibilidade

(A Memória e o Tempo)

(Hermínio C. Miranda)

    Alguns pacientes são mais sensíveis à sugestão verbal; outros, à magnetização, e uns tantos à combinação dos métodos, da mesma forma que há os que resistem por tempo maior ou indefinidamente a qualquer metodologia.
    Em princípio, no entanto, a maioria das pessoas é susceptível de alcançar pelo menos os estados iniciais do relaxamento, que faculta o desprendimento parcial do perispírito.
    Para uma boa comunicação, no entanto, é necessário atingir estado mais aprofundado, que somente vamos encontrar em cerca de 20% dos pacientes, ou seja, em 1 de cada 5.

O dr. Grasset informa que, de entre 1011 pessoas submetidas à hipnose, o dr. Liébault encontrou 24 refractários, distribuindo-se os demais 987 hipnotizáveis segundo a seguinte tabela:

      Sonolência e lassidão              33
      Sono leve                         100
      Sono profundo                     460
      Sono muito profundo               232
      Sonambulismo leve                  31
      Sonambulismo profundo             131
      Total                             987

    Esses dados revelam que 87% dos pacientes têm condições de ir aos estados mais profundos, com uma surpreendente taxa de 13% capazes de alcançar o sonambulismo profundo, enquanto, no outro extremo, apenas 13% permaneceram nos estados mais superficiais.

    Berillon, ainda segundo o dr. Grasset, informa que somente os idiotas e os histéricos seriam refractários, o que parece incorrecto, mesmo porque Charcot, trabalhando basicamente com histéricos, encontrou 30% de pessoas hipnotizáveis.

    Pessoalmente, o dr. Grasset prefere a observação de Crocq, cujas experiências podem ser assim resumidas:

    "... posso levar a 80% o número de pessoas hipnotizáveis, mas entre os que compõem tal percentagem, a maior parte somente atinge os estados superficiais, `sonambulóides' da hipnose.
    Não há mais que 10 ou 15% entre eles capazes de um sonambulismo verdadeiro."

    Esses números conferem, portanto, com os de Liébault, que encontrou 13% nos estados profundos do sonambulismo.
    Para efeito da regressão de memória, não é indispensável atingir tais profundidades.
    Quase todos têm condição de acesso à memória integral em estados intermediários e alguns até mesmo em sonolência.

Outro aspecto a observar é o de que o sensitivo pode ser refractário a uma ou outra técnica e ser susceptível a uma terceira; ou rejeitar um hipnotizador e aceitar outro, consciente ou inconscientemente.

    Estamos, porém, nos antecipando um pouco ao esquema a que nos propusemos neste livro.
    Retomemos o fio da meada.
    Basta-nos saber, pelo momento, que o magnetismo/hipnose é uma das chaves de acesso aos arquivos da alma, à sua memória integral, e que uma parcela bastante elevada de pessoas é susceptível a esses métodos, isoladamente ou combinados.

Assunto Retrirado da Página
http://www.lachatre.com.br/memoria.htm

 
 

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